segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

Mas D’age é o quê?

"Até Ao Mar" - ao vivo no Teatro Azul

D’age surgiu em 1984 num concerto no Bar Copázio em Almada.
Este bar, propriedade de pessoas que davam importância às artes, foi durante alguns anos referência e lugar de novidades artísticas, música, pintura, poesia, etc.
O ambiente era muito interessante.

Na cave, muitas vezes cheia até ao cimo das escadas tocaram projectos musicais diversos, alguns dos quais iriam apresentar-se no Rock Rendez Vouz, a catedral da música nova feita em Portugal nos anos 80.
D’age foi dos primeiros. Gargaté, um músico influenciado por Durutti Column, Agoracolora, entre outros, começaram a apresentar as suas canções ali.

O concerto não foi famoso. Apesar de alguma experiência com covers, sobretudo da música americana e inglesa, no momento decisivo o medo tomou conta dos dedos e da voz e pronto, à semelhança de tantos músicos, hoje ricos e famosos, a coisa não foi muito convincente.

Mas o que é que quer dizer D’age? Perguntava-se na altura e ainda há quem tenha curiosidade.
D’age, tem o sentido “agir” e “tempo”. Digamos que adiantar mais ideias é complicar e não é isso que se quer.
Agir no tempo.
Não tem que ser forçosamente uma banda.
Não é obrigatório que seja rock, pop ou outro género específico.
Apenas tem que fazer sentido e dar prazer.

terça-feira, 1 de janeiro de 2008

Onde pára D'age...?

"Todo Este mar" gravado ao vivo no Teatro Azul em Almada

Depois de alguns anos de ausência voluntária, D’ Age regressa com o carácter original, tal como surgiu em 1984 no Bar Copázio em Almada.
Tal como nesse período, D’ Age é como que um pseudónimo que serve de personagem para a apresentação de canções.

Depois de um período a solo, em 1985, D’ Age passa a constituir-se como banda e, em 1986, chega à final do III Concurso de Música Moderna do Rock Rendez Vouz.
Ainda nesse ano a banda coloca uma maqueta nas rádios, de cujos temas sobressai “Numa Corrida” que haveria ser editada posteriormente em disco.
Esta promoção permite-lhe abrir os concertos de GNR, 7ª Legião e UHF.
D’ Age, que entretanto muda de formação, continua a tocar ao vivo e em 1987 classifica-se em 3º lugar no Festival Luso Galaico do bar Luís Armastrondo, no Porto.

Em 1991, D’ Age entra em estúdio para gravar o álbum “Todo Este Mar” com o selo Polygram, que sairia no início de 1992.
Toné, Rui Rodrigues, João Pedro e Rui Jacob são os músicos. Contam ainda com a participação de Abel Chaves, Gabriel Gomes (Sétima Legião) e ainda de Carlos Maria Trindade.

A dispersão dos diversos músicos motiva uma apresentação em duo no Festival de Teatro de Almada, em 1994.
Em finais de 2006 D’Age apresentou o concerto “Histórias Curtas” no Teatro Extremo e, já em 2007, em duas noites no Teatro Azul em Almada.
Em Novembro apresentou-se na Biblioteca Municipal de Penamacor.

D’ Age apresenta-se a solo, regressando às origens, numa visita a canções antigas e à apresentação de inéditos, no momento em que prepara uma nova formação e uma nova sonoridade.